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O Fim do Sofrimento

A liberdade do sofrimento não é igual a uma garantia segura de que o sofrimento nunca mais surgirá. Mesmo após a Realização Espiritual.

A personalidade é condicionada. Ela contém energia e tem sua própria inércia. Pode levar algum tempo para que ela desfie completamente os traços relacionados ao sofrimento psicológico. O sofrimento que costumava ficar por horas, dura segundos, até que simplesmente não incomoda mais e para de aparecer daquela forma. Este processo é diferente e tem duração diferente para pessoas diferentes.

Durante esse período, o desejo de perfeição na experiência, mesmo que a perfeição prevista seja a total liberdade do sofrimento, não só é irrelevante como se torna um obstáculo.

Esse idealismo mantém a busca ativa nas últimas etapas do trabalho espiritual, ou mesmo após a realização, até que os resíduos do sofrimento tenham chegado ao seu fim. Uma insatisfação sutil com a experiência do momento e o desejo de que “eu me torne completamente livre do sofrimento”. Sutil, mas poderoso o suficiente para perpetuar a imagem esvanecente de um “eu que sofre”, que deve ser livre.

A realização remove o estímulo central do sofrimento. A personalidade e o corpo relaxam e são  reprogramados até certo ponto. A personalidade se torna alinhada com a expressão de paz, amor e beleza, em qualquer forma a que nossa essência esteja voltada.

Essa é sua experiência o tempo todo?

Minha experiência o tempo todo é o que aparece a qualquer momento, assim como a sua e a de todos, incluindo a de Buda e Donald Trump. Não há ninguém no comando e ninguém assistindo e ninguém livre ou preso. O apego anterior que prolongava e dramatizava a dor ou o sofrimento já não surge mais e eles passam como nuvens.

O desejo de que a experiência seja diferente do que é, está ausente, portanto não há busca ou insatisfação, e nada está errado. O sofrimento desnecessário está ausente. Tudo é normal e natural, portanto há uma Tranqüilidade inabalável.

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