Quando somos aspirantes, esperamos pelo momento em que algo possa morrer. Explicamos isso de inúmeras maneiras, mas não sabemos o que é que vai morrer. Quando isso morre, torna-se claro que a busca e toda a estrutura conceitual da espiritualidade estavam baseadas em um estado imaginário projetado. Esse estado imaginário é o que morre. É uma lei natural que ele não pode ser ressuscitado.

O conceito de “eu” é a Consciência em forma mental. Não existe um “eu” que possa estar em qualquer estado. A experiência da individualidade é a Consciência em essência. O estado de “Eu e Consciência” como dois, morre. O pensamento deixa de ser confundido com algo além do que realmente é. Os rios são rios, as montanhas são montanhas, os vales são vales, e se eu sou ou não sou parece ser relevante apenas para aqueles que pensam sobre isso.

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